sábado, 12 de dezembro de 2009

A cada dia a efemeridade das nossas vidas se torna mais real, a vida é muito intensa mas muito sutil também, muito frágil, muito.
Fico pensando na quantidade de pessoas que passam por nossas vidas todos os dias, que todo os minutos levam um pouco de nós e deixam um pouco de si, mesmo que imperceptível, mas deixam, mas levam.
A cada bocado de gente que todos dias se tornam e deixam de ser nossos melhores amigos. Quantos melhores amigos eu fiz esse ano e quantos melhores amigos deixei de ter para virarem amigos, colegas, conhecidos...
Mais pessoas poderiam perceber essa intensidade-velocidade das relações, antes se demorava tempos para saber quem era a pessoa, como ela se comportava, como era seu dia, suas obrigações, seus gostos, seus medos, mas hoje se tem tudo isso [verdadeiro ou não, acredito que não] em qualquer perfil de "relacionamentos".
Será que é essa vida virtual que o "ser humano" vai ter, essa vida de quantos mais amigos online e quanto menos sentimentos, menos vida, menos luz, menos cor?
Por que onde está o sentimento que só se reconhece no olho, no toque, na pele? Eu posso morrer de dar risada com você no e-mail e estar aos prantos aqui do outro lado.
Cadê, cada vez tenho mais necessidade dessa vida, do verdadeiro feeling, de sair, tomar vento na cara, chuva de surpresa e não ficar vendo previsão do tempo em casa, de sair na rua e ver gente, escutar tudo que esse mundo tem pra nos cantar e não ficar em casa baixando o último hit do cantor do momento[ quase sempre uma porcaria mas que todo mundo ouve por que o outro coleguinha ouve, por que é o top naquele site]
Não sou contra nada disso, e não vou ser hipócrita de dizer que também não passo minhas horas nesse mundo, que não conheci várias pessoas [ interessantes ] nesse universo irreal, mas como sempre dizem, tudo em excesso faz mal, acho que já tô mal.

“... Não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade...”. [CFA]